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domingo, 22 de março de 2009

Santa Águeda a 82,5%

Temperaturas altas para Março

Castelo Branco com onda de calor

Castelo Branco está entre as cinco zonas do país que foram afectadas este mês por ondas de calor. Quem o diz é o Instituto de Meteorologia (IM), que no entanto classificou as variações de temperatura como "normais" para o mês Março.

Castelo Branco surge assim ao lado de Portalegre, Évora, Beja, e Penhas Douradas, zonas onde foram alcançadas temperaturas máximas de cinco graus centígrados acima da temperatura normal, durante seis dias consecutivos.

Apesar destes dados, a meteorologista Vanda Pires disse à Lusa que a variação deste mês, considerado como "de mudança", é "natural", adiantando que as "flutuações são típicas da latitude de Portugal".

O IM reconhece, no entanto, que a temperatura máxima dos últimos dias está acima da considerada normal para a época, que é de 17 graus em média no território continental no mês de Março.

Os últimos dias confirmam a prevalência de temperaturas anormais para a época. Na segunda-feira as temperaturas em Castelo Branco rondaram os 25 graus, descendo para os 23 graus na terça e quarta-feira.

Nas barragens da região os valores do armazenamento atingiram em Fevereiro a média para a época. Santa Águeda (também conhecida por Marateca), no concelho de Castelo Branco, está a 82,5 por cento da sua capacidade e a barragem de Idanha situa-se nos 81,6 por cento.

A excepção é a albufeira de Meimoa. Segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) a barragem penamacorense fechou Fevereiro com 59 por cento da sua capacidade, quando a média ronda os 75 por cento.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=171&id=12522&idSeccao=1717&Action=noticia

domingo, 15 de março de 2009

Gentes da Terra - Próteses dentárias

Laboratórios produzem para o mercado regional e nacional

São próteses fixas e removíveis feitas em Alcains e expedidas para todo o país. Os dois laboratórios têm conseguido até agora escapar aos efeitos da crise económica.
Ideal Prótese e Alcaidente são os dois laboratórios de próteses dentárias que se instalaram na vila há menos de dez anos. Ambos se especializaram em segmentos de mercado diferentes. O primeiro faz próteses dentárias fixas, enquanto o segundo se dedica às próteses removíveis. Em comum têm ainda a particularidade de serem geridos por filhos de emigrantes portugueses em França.

Os dados com a estrutura da futura prótese são enviados por Internet para a Suécia, explica Michel Morais
Os dados com a estrutura da futura
prótese são enviados por Internet para a
Suécia, explica Michel Morais



Os dados com a estrutura da futura prótese são enviados por Internet para a Suécia, explica Michel Morais Michel Morais, com 36 anos, nasceu em França, país para onde os pais, naturais de Póvoa do Rio de Moinhos, emigraram. Até aos 25 anos veio sempre passar as férias de Verão a Portugal. Na França, mais precisamente em Lyon, formou-se no curso superior de Prótese Dentária. “Todos os anos vinha cá passar férias. Apercebi-me que havia poucos laboratórios a fazer próteses fixas e optei por me instalar cá”, recorda Michel Morais.
Como já possuía experiência profissional na área, não foi difícil criar o laboratório. Desde 1998 que o Ideal Prótese funciona no rés-do-chão da porta 24 da Rua D. Leonor Simões Prata. Ao início contou apenas consigo próprio para realizar o trabalho, mas hoje já emprega mais três pessoas.
“Felizmente temos uma boa carteira de clientes. Trabalhamos para o país inteiro. De Elvas até Braga”. Médicos dentistas e clínicas dentárias são os principais clientes. Nos últimos seis anos o sector tem mudado bastante, refere o jovem empresário. “A prótese fixa tem vindo a desenvolver-se imenso em termos de materiais e técnicas”. Os meios informáticos vieram dar uma ajuda, o que “nos obriga a uma formação e investimento constantes”. E para manter o bom rumo do negócio: “temos de estar sempre a puxar pelo barco, para não ficar para trás”.
Actualmente, computadores e software informático permitem “reproduzir a três dimensões a formação dentária das pessoas e efectuar directamente no computador uma parte do trabalho, ou seja, a estrutura da prótese.” Estrutura essa, que é feita por uma empresa localizada na Suécia, para onde o laboratório de Alcains envia os dados através da Internet.
Apesar do avanço da tecnologia, quase todo o processo de produção continua a ser feito manualmente. Em relação aos efeitos da crise económica mundial, Michel Morais refere que o sector dificilmente conseguirá escapar. No entanto, a aposta da sua empresa em diversificar a carteira de clientes, ao longo dos últimos anos, tem permitido até aumentar o volume de vendas.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O território e a vida quotidiana

Póvoa de Rio de Moinhos - ontem e hoje

Já vimos, nos artigos anteriores, como foi efectuado o povoamento, quem foram os povoadores e as dificuldades que sentiram as populações, para se fixarem no território. Dedicaremos esta pequena crónica ao dia a dia destas mesmas populações e ao território que ocuparam.
As povoações não eram aglomerados contínuos de casas como hoje geralmente acontece. Eram constituídas por pequenos pedaços de terra, necessária e suficiente à manutenção de uma família. A isto se chamou, na Idade Média, o casal, unidade base de povoamento.
À medida que a população foi crescendo, este sistema foi-se progressivamente desintegrando, mantendo embora os laços de relacionamento económico.
Como refere A. H. de Oliveira Marques, na sua História da Agricultura em Portugal, “cada herdeiro ficava sendo co-proprietário em vários casais” (pág 106).
As várias famílias, com o alargamento do grupo de relações de sangue original, acordavam em reconhecer um chefe, a quem chamavam o “cabeça de casal” (pág 107). Esta expressão ainda hoje é por nós utilizada quando, em processos de partilhas, há que nomear um dos herdeiros, em representação dos restantes, o cabeça de casal.
Estas famílias viviam à mistura com os animais do casal, geralmente ovelhas e cabras, o burro e também o porco, base complementar da dieta alimentar. As pequenas parcelas de terreno eram cultivadas com os instrumentos agrícolas da época: o enxadão, a foice, o arado e o mangual, etc.
Poderemos imaginar assim os primeiros povoadores, bem como os moleiros que se fixaram inicialmente muito próximo das ribeiras.
A vida quotidiana do moleiro tinha, além da pequena exploração familiar, o encargo de conduzir o moinho e vigiar o seu funcionamento.
A família do moleiro vivia com ele, muitas vezes num pequeno espaço, à mistura com os animais. A corrente das ribeiras era, às vezes, impetuosa, e tinham que abandonar tudo, como nos contou um interlocutor, nos depoimentos que estamos a recolher: lembra-se, numa noite, toda a família ter sido evacuada pelo telhado, pois as águas da ribeira invadiram tempestuosamente o moinho.
Como refere Orlando Ribeiro no seu livro Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, a concentração das chuvas nas estações menos quentes e a longa secura de Verão, dão origem a um período de Verão bem marcado, que imprime à vegetação herbácea, carácter estépico e explica a dominância de árvores e arbustos de folha perene (pág 8).
Temos assim o cultivo de cereais de sequeiro, com predominância para o centeio e a cevada, com algum trigo nos terrenos mais férteis. Mais tarde foi também introduzido o cultivo do milho.
Os campos eram pobres e por isso divididos em folhas ou parcelas, como referem os documentos antigos. Enquanto uma das folhas era semeada, a outra ficava de pousio para, um ano depois poder voltar a ser semeada. Este, com ligeiras alterações e melhoramentos, foi o sistema utilizado para tirar dos terrenos pobres o máximo rendimento. Havia entretanto que alqueivar, isto é, lavrar e não semear para que a vegetação espontânea não impedisse o restauro do solo.
Os moinhos foram o instrumento necessário para a transformação do grão em farinha, para produzir o pão centeio ou meado (parte centeio parte trigo), base essencial da alimentação nestes tempos.
Na próxima crónica ocupar-nos-emos dos moinhos e dos pisões.

José Antunes Leitão

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=166&id=11876&idSeccao=1651&Action=noticia

sábado, 31 de janeiro de 2009

Larock e Sinclar em Alcains

Retirado do Jornal Reconquista:

Mega Festival em Abril

Yves Larock e Bob Sinclar vão mesmo actuar em Alcains em Abril deste ano, mais precisamente no dia 11. A organização do evento está em marcha.
Está confirmada a realização de um mega festival com a presença dos DJs mundialmente famosos Yves Larock e Bob Sinclar em Alcains por alturas da Páscoa deste ano. De acordo com o que Reconquista acaba de apurar, a realização deste evento naquela vila será dedicada à juventude desta região, mas certamente atrairá gente de todo o país, dado o interesse que suscitam as festas onde estes dois famosos artistas participam.

Hugo Tabaco, o promotor desta iniciativa, confirmou isso mesmo ao Reconquista no decorrer desta semana, dando assim conta da chegada a bom porto nas reuniões que foram levadas a efeito para este fim com a Câmara de Castelo Branco e com o Clube Desportivo de Alcains. Os contactos mantidos com ambas as figuras de renome internacional e respectivos agentes e representantes já decorriam há algum tempo e fizeram-no acreditar nesta possibilidade. “Para a vila de Alcains será excelente conseguir levar por diante esta iniciativa, na medida em que vão ser certamente os dias mais animados do ano, tanto a nível de juventude como certamente do comércio local”, refere.

Confirmadas estão também a data da realização e o local, dia 11 de Abril no Estádio Trigueiros de Aragão. “Trata-se de facto de uma festa de estrondo, com o melhor que há actualmente a este nível na actualidade internacional”, confere Hugo Tabaco, que quer também inserir nesta iniciativa uma componente de ajuda ao clube local. Pelo que a direcção do CDA está ao lado deste evento desde a primeira hora.

“Já abordámos o assunto em reunião de Direcção e fomos unânimes em considerar como excelente a iniciativa, na medida em que vai trazer alguns proveitos para o clube e se insere perfeitamente no nosso perfil de entidade dedicada ao desporto, à cultura e ao recreio”, referiu Bruno Pereira, presidente do clube.

Reconquista sabe também que a apresentação pública oficial deste mega festival deverá ser agendada para dentro de algumas semanas, numa data mais próxima à sua realização, estando prevista a realização de uma conferência de imprensa com o promotor, Hugo Tabaco, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, e o presidente do CDA, Bruno Pereira.

Por: José Júlio Cruz


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=163&id=11387&idSeccao=1609&Action=noticia

Alcains na rota de DJs mundiais

Mega festival em preparação 

Hugo Tabaco (ao centro) com os dois DJ´s
Hugo Tabaco (ao centro) com os dois DJ´s

Yves Larock e Bob Sinclar estão em vias de actuar em Alcains em Abril deste ano. A organização do evento está a ser levada por diante com entusiasmo.

Os DJs mundialmente famosos Yves Larock e Bob Sinclar podem vir a actuar em Alcains por alturas da Páscoa deste ano. De acordo com o que Reconquista acaba de apurar, em preparação está a realização de um mega festival naquela vila dedicado à juventude desta região, mas que a realizar-se atrairá gente de todo o país, dado o interesse que suscitam as festas onde estes dois famosos artistas participam.

A ideia surgiu por parte do alcainense Hugo Tabaco, actualmente promotor da estilista Fátima Lopes, e que durante os últimos anos tem sido o relações públicas da discoteca Kadoc, no Algarve. Os contactos mantidos com ambas as figuras de renome internacional e respectivos agentes e representantes fizeram-no acreditar nesta possibilidade e colocou mãos à obra. “Para a vila de Alcains seria excelente conseguir levar por diante esta iniciativa, na medida em que seriam certamente os dias mais animados do ano, tanto a nível de juventude como certamente do comércio local”, refere.

Para já, 11 e 12 de Abril são as datas que estão em cima da mesa para esta realização. “Trata-se de facto de uma festa de estrondo, com o melhor que há actualmente a este nível na actualidade internacional”, adianta Hugo Tabaco, que quer também inserir nesta iniciativa uma componente de ajuda ao clube local. A direcção do CDA já foi contactada e anuiu juntar-se ao evento com entusiasmo. O palco do mesmo será o Estádio Trigueiros de Aragão e uma parte da receita, ainda não especificada, seguirá para os cofres do clube.

De momento, Reconquista sabe que decorrem contactos a nível local para que a logística deste festival esteja à altura do acontecimento. Uma reunião com a Câmara Municipal de Castelo Branco deve acontecer dentro em breve, até porque a ideia da organização é conseguir reunir nessa altura do ano em Alcains para cima de dez mil pessoas. “Temos de articular muito bem o nosso trabalho com as autarquias porque queremos que toda a gente seja protagonista nesta festa, sobretudo a juventude a quem ela é claramente dedicada”, frisa Hugo Tabaco.

Também Bruno Pereira, presidente do CDA, está ao lado desta iniciativa. “Já abordámos o assunto em reunião de Direcção e fomos unânimes em considerar como excelente esta iniciativa, na medida em que ela poderá trazer alguns proveitos para o clube e se insere perfeitamente no nosso perfil de entidade dedicada ao desporto, à cultura e ao recreio”. Por outro lado, como acrescenta, “é também um evento que trará muita animação à vila e isso é essencial”. Sobre a logística organizativa, está convencido de que ela chegará a bom porto.

Por parte da Câmara de Castelo Branco o momento é de expectativa face a esta possibilidade. “Vemos com bons olhos esta ideia e guardamos com muito interesse conhecer a fundo este projecto para, depois, logicamente, nos podermos pronunciar com mais detalhe sobre o mesmo”, revelou ao Reconquista uma fonte da autarquia.


Por:
José Júlio Cruz

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=161&id=11083&idSeccao=1585&Action=noticia

Natal atrasado…mas muito animado

Jantar juntou 35 jornalistas do distrito de Castelo Branco 

O grupo primou pela boa disposição
O grupo primou pela boa disposição

Cerca de 35 jornalistas de todo o distrito reuniram-se sexta-feira, dia 9 de Janeiro, na Herdade do Regato, na Póvoa de Rio de Moinhos, no concelho de Castelo Branco, para comemorar (apesar do mês já ir a meio) o seu Jantar de Natal.

Diversos afazeres profissionais levam a que, tradicionalmente, o Natal entre os profissionais da classe se comemore um pouco mais tarde que o dos demais, mas como diz o velho ditado: “Natal é quando um homem quiser”, por isso os jornalistas comemoram juntos, esta quadra festiva, quando a agenda permite.

Nada faltou a esta festa, desde as iguarias com que todos se deliciaram, à tradicional troca de prendas e houve até mesmo lugar a uma actuação especial das “Iceberg em Chamas”, que animaram o jantar, contagiando todos os presentes com as suas músicas, mais concretamente com o tema que foi criado especialmente para este encontro e o “remember” do seu primeiro êxito. Mas, além destes, conseguiram fazer despertar novos talentos e as revelações foram, no mínimo, surpreendentes.

Lamentavelmente o frio que se fez sentir, acompanhado de alguma queda de neve, “congelou” a possibilidade de lançarem neste jantar o seu primeiro trabalho discográfico, ficando a promessa de que, no próximo Natal (seja ele quando for), o primeiro CD e todo o “merchandising” inerente vão estar disponíveis para todos.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=162&id=11250&idSeccao=1597&Action=noticia

Carta de Privilégios de D.João I

Já em artigos anteriores referimos documentos relativos às povoações da Póvoa de Rio de Moinhos e Ceia. Entre eles, a Carta de Aforamento de D.Fernando Rodrigues Monteiro, Mestre da Ordem de Avis, com data de 1236 e, mais tarde a Carta de Aforamento de D.João Peres, também mestre daquela Ordem, datada de 1291. Estes documentos tinham como objectivo a fixação das populações e, por isso, são muitas vezes chamadas Cartas de Povoamento.

A carta de final do século XIII, outorgada por D. João Peres, compreendia o conjunto dos direitos, encargos e obrigações dos 35 núcleos familiares de povoadores. Cada “casal” entregaria à ordem o dízimo do pão, do vinho, do linho, dos legumes ou de quaisquer outros frutos, além de seus capões com 10 ovos, seus almudes de trigo e seus alqueires de cevada. Fixava ainda o imposto a pagar pelos que tivessem ou construissem algum moinho ou azenha e, sob pena de expropriação, proibia a alienação de qualquer casal se fosse em proveito de um clérigo, cavaleiro, judeu ou de outra ordem religioso-militar. Determinava também que as autoridades civis e judiciárias, que eram sempre homens bons de Rio de Moinhos, prestassem juramento anualmente, pelo S. João, nas mãos do comendador ou senhor de S. Vicente da Beira.

Hoje gostaríamos de fazer uma referência à Carta de Privilégios de D.João I aos moradores das aldeias de Póvoa de Rio de Moinhos e Ceia com data de 1389. Uma Carta de Privilégios é um documento que, como a própria palavra diz, contém alguns privilégios que se aplicam em determinado local e às populações que nele habitam, contendo, em princípio, condições mais favoráveis que a lei vigente no território.

Entre a fase de povoamento já referida e o ano de 1389, o Reino tinha sido atingido por diversas crises que afectaram fortemente as populações, devido à carestia e escassez de pão. Esta situação foi ainda agravada com epidemias que eram frequentes na Idade Média. A acrescentar às locais veio, importada do oriente, a Peste Negra, assim chamada por o corpo apresentar grandes manchas escuras e febre alta, que muitas vezes levavam à morte. Terá devastado, em 1349, pelo menos um terço das populações.

D. João I começa por referir que D.Frei Fernando Rodrigues de Sequeira, Mestre da Cavalaria da Ordem de Avis, lhe dissera que a dita ordem tinha no termo de S.Vicente da Beira duas aldeias, que se chamavam Póvoa de Rio de Moinhos e Ceia, e que aí tinha também outras herdades suas. Acrescenta que o mesmo lhe pede um conjunto de privilégios para que as terras não se despovoassem.

O documento é dirigido a todos os corregedores, meirinhos, juízes e justiças do Reino. No final diz o seguinte: “E nós, vendo o que nos pedia e querendo fazer-lhe graça e mercê, temos por bem e mandamos que os caseiros e lavradores que morarem e lavrarem as herdades próprias da dita Ordem e outras, não sejam escusados de pagarem em peitas, fintas e talhas que pelos Concelhos sejam lançadas, e nem de servirem nos encargos dos Concelhos. Porém, nós mandamos que os não obrigueis nem mandeis obrigar por qualquer modo que seja e também vos mandamos que não lhes tomeis pão, nem vinho, nem gados, nem bestas, nem outra nenhuma cousa contra sua vontade, nem lhes consintais tomar também seus mancebos e servidores para nenhuns encargos nem servidão porque este privilégio é para que tal não façais ”.

Ficavam assim os habitantes destas duas aldeias mais favorecidos que os que estavam continuamente sujeitos aos impostos lançados pelos concelhos ou por senhores nobres ou eclesiásticos.

José Antunes Leitão

Privilégios da Póvoa de Rio de Moinhos, Chancelaria de D.João I, livro 2, fl 38


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=164&id=11532&idSeccao=1625&Action=noticia

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Póvoa de Rio de Moinhos e Póvoa de Ceia

Quem actualmente viajar na auto estrada A23 e saia junto a Alcains em direcção a S. Vicente da Beira, percorrendo a estrada nacional n.º 352, encontra, depois de ter atravessado a ribeira da Ocreza, uma povoação que tem o nome de Póvoa de Rio de Moinhos. Este nome mantém-se desde a sua origem. Os nomes dos lugares têm sempre qualquer coisa por detrás, há sempre uma razão de ser que se esconde nas palavras.
Neste caso, se é Póvoa, deve ter havido um documento de povoamento, se é de Rio de Moinhos, deve ter havido por aqui muitos moinhos, quer na ribeira da Ocreza quer na outra ribeira a seguir à povoação, a que o povo chmava antigamente a Ribeirinha, por ser mais pequena que a Ocreza, afluente do Rio Tejo. Assim é de facto: hoje há apenas ruínas de moinhos, nenhum deles a funcionar, dos muitos que antigamente por aqui existiram.
Em boa hora, a Câmara Municipal de Castelo Branco, em colaboração com a Junta de Freguesia da Póvoa, decidiu adquirir e recuperar um dos últimos moinhos, bem próximo da povoação.
Tal como os moinhos desapareceram, lá se foi também o local onde teria existido uma ocupação romana, a que a população chamava Vila de Ceia. O lugar foi objecto de escavações apressadas – porque as obras da barragem de Santa Águeda já tinham começado – arrastando as máquinas consigo muito material que hoje seria precioso. Jaz também debaixo de água a capela de Sant’ Águeda, local de devoção das povoações vizinhas, sobretudo Póvoa e Lardosa..
A história é feita de interrogações que se confirmam ou não se encontrarmos e interpretarmos os vestígios e os documentos que até nós chegaram.
Sobre o povoamento, sabemos que no ano de 1236, o Mestre da Ordem de Avis, Fernão Roiz Monteiro, com o seu convento, dá Carta de Aforamento a um grupo de povoadores de Pobra (Póvoa) de Ceia ou Ribeira da Ocreza, no termo de S.Vicente. A terra para o efeito foi dividida em casais, com obrigação destes darem uma dízima a Deus e outra à Ordem, compostas por dois alqueires de trigo e um alqueire de cevada por fogaça, colheita ao Senhorio da Ordem, reverência ou serviço a qualquer freire de Avis e portagem das coisas que aí fossem vendidas segundo o Foral Velho de S.Vicente’ .
Estas Cartas concedidas a um conjunto de povoadores, foram os instrumentos utilizados pela Ordem para fixar as pessoas ao território e, ao mesmo tempo, rentabilizá-lo. O património ía aumentando, a partir de doações régias ou particulares e às vezes até por aquisição.
Aqui temos, pois, a explicação para o nome de Póvoa, Póvoa de Ceia, em referência à velha ocupação romana. Será este provavelmente, o documento mais antigo sobre a Póvoa.
A região era de cereais. O trigo e o milho e principalmente o centeio cresciam por estas terras recém povoadas, a par das vinhas, pinheiros, carvalhos e muito mato por desbravar. Chegaram até nós nomes muito antigos que os evocam: “Carvalhais da Arrancada”, “Carvalhosa”, “Vale da Vinha”, Vale de Sabugal, Cabeça da Carvalha, etc.
Neste ambiente rural de sobrevivência, os moinhos, as azenhas e os fornos, foram os instrumentos de transformação que o homem medieval conheceu. A construção de um moinho não estava, porém, ao alcance de qualquer bolsa. Era algo dispendioso e apenas privilégio de alguns. Os interessados no negócio, ou eram os grandes senhores, ou as Ordens Militares que ocuparam e defenderam estes territórios.
Mas além dos documentos que fundamentam o povoamento, começam a aparecer documentos, registados e confirmados por tabeliães, relacionados com a compra e venda de moinhos. Assim,
Em Janeiro de 1292, o tabelião Pedro Moniz, de S.Vicente da Beira, regista numa carta a venda de um moinho situado em Rio de Moinhos, pelo preço de cinco morabitinos e meio (Ordem de Avis, Repartição de Portalegre, Doc 217, A.N.T.T);
Em Junho de 1332, encontramos uma carta de venda do direito de um pardieiro e da sessega de um moinho, no Ribeiro, chamado de Rio de Moinhos, por 56 soldos. Os vendedores são Lourenço Martins, Maria Eanes, sua mulher, e Afonso, irmão desta; o comprador é Rodrigo Eanes, irmão destes dois (Ordem de Avis, Repartição de Portalegre, Doc 417, A.N.T.T).
São apenas dois exemplos das dezenas de contratos de moinhos constantes da documentação. Parece assim poder explicar-se a evolução do nome para Póvoa de Rio de Moinhos, dada a sua abundância no local.
Entretanto, Portugal vinha alargando as suas fronteiras para Sul, com o apoio dos monges cultivadores e cavaleiros, que tinham por missão cristianizar, povoar e defender o território.
José Antunes Leitão

Jovens da Póvoa comemoram chegada aos trinta

Convívios começaram há 12 anos

A malta de 1978

A malta de 1978

Os nascidos em 1978 comemoraram recentemente a chegada aos 30 anos, com um convívio em Póvoa de Rio Moinhos, no concelho de Castelo Branco. Esta festa é mais uma das muitas que têm vindo a realizar nos últimos anos, graças à festa em louvor de Santa Águeda. Hugo Franco conta que há 12 anos, quando se cumpria a tradição na aldeia, "este grupo de rapazes e raparigas juntaram-se, como habitual para realizar as festas no dia 10 de Junho. E assim o fizeram! O convívio, o sentido de entreajuda, a responsabilidade, a vontade de fazer bem e melhor, foram fruto de sucesso. Desta forma, e sempre cumprida a tradição, estes jovens reúnem-se anualmente neste dia para comemorar".

Os 30 anos foram celebrados à mesa com um jantar comemorativo, onde não faltou o champanhe, o bolo de aniversário e as lembranças.

Depois dos 30 anos já se prepara a chegada aos 35, tendo sido nomeadas três pessoas para organizar a festa. Mas a malta de 1978 não vai esperar mais cinco anos para se voltar a juntar e no próximo 10 de Junho promete voltar a encontrar-se na Festa de Sta Águeda.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=157&id=10504&idSeccao=1538&Action=noticia

Ministro da Agricultura reúne na Herdade do Regato

O programa pretende ajudar a agricultura até 2013

O programa pretende ajudar a agricultura até 2013

Ministro distribui 352 milhões para agricultores

O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, deslocou-se quarta-feira, dia 10, ao distrito de Castelo Branco, para presidir à cerimónia de assinatura de protocolos entre a autoridade de gestão do Proder, o Programa de Desenvolvimento Rural do Continente e os Grupos de Acção Local.

Ao todo foram assinados protocolos com 44 grupos, totalizando verbas na ordem dos 352 milhões de euros, informa o Ministério da Agricultura.

O Proder é um programa de apoio ao desenvolvimento rural a aplicar até 2013, sendo financiado em cerca de 3,5 mil milhões de euros pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, o Feader, e em 4,4 mil milhões de euros provenientes da despesa pública.

Aumentar a competitividade dos sectores agrícola e florestal, promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais ou revitalizar económica e socialmente as zonas rurais são os objectivos do programa.

A assinatura teve lugar na Herdade do Regato em Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Território e administração

No século XII, a Póvoa de Rio de Moinhos ficou abrangida na doação feita aos Templários dos territórios entre o Zêzere, o Tejo e a fronteira, mas é no documento de 1214, de doação do domínio da Cardosa com sede na colina de Castelo Branco, que os “paredeneyros de rivolo demolinis” – no Ocreza, afluente do Tejo – constam explicitamente como marco limite deste senhorio e o concelho de S. Vicente. Afonso II encarregou então Menendo Aio de materializar com uma cruz de pedra erguida no local as fronteiras da jurisdição de cada um deles.

Por razões de operacionalidade, não tardou, ainda no século XIII, que “Rio de Moinhos” passasse para a administração da Ordem de Avis que explicitamente considerou o lugar foreiro seu e excluído da tutela de S. Vicente da Beira e de sujeição às condições estabelecidas na carta de foral dada à vila por D. Sancho I. No entanto, em 1300, a granja da Póvoa foi doada aos cavaleiros de Aviz e a freguesia tornou-se curato anexo à vigararia de S. Vicente, já comenda dos mesmos cavaleiros. Até final do Antigo Regime, assim fica a paróquia de S. Lourenço como pequeno concelho independente, um “concelho sobre si” e “sem termo”.

Com a crítica dos iluministas e a racionalidade administrativa introduzida pelo regime liberal esta autonomia vai perder-se. Sobreviveu à primeira investida de 1833, resistiu ainda à segunda, a de 1835, mas já não à terceira, a reforma político-administrativa de Passos Manuel após a Revolução de Setembro de 1836.

Dos cerca de 800 concelhos existentes, a reforma de Passos Manuel apenas reconheceu 350 dos de maior importância. Só da antiga comarca de Castelo Branco foram extintos 25, entre eles o da Póvoa, passando o agora denominado distrito de Castelo Branco a ser constituído apenas por 14 concelhos. Póvoa de Rio de Moinhos integrou-se no concelho de S. Vicente nele permanecendo até 1871.

Contudo, no final da década de 60 do século XIX, previa-se já a extinção da freguesia e a sua ligação à paróquia civil de Alcains e Caféde. No eclesiástico devia permanecer como paróquia independente. A Revolta da Janeirinha de 1868 atrasou o projecto mas, após curto compasso de espera, em 1871, consumou-se a integração.

A República manteve este quadro legal e classificou os concelhos segundo categorias. Castelo Branco era de 1ª ordem e a Póvoa uma das suas freguesias. O Estado Novo retocou o mapa das circunscrições administrativas (1953) e introduziu uma classificação para as freguesias, atribuindo à Póvoa a 2ª ordem no concelho rural de Castelo Branco, classificado de 1ª ordem. A Constituição de 1976 dignificou o poder local recusando distinções quantitativas ou qualitativas entre autarquias.

No início do século XXI, Póvoa de Rio de Moinhos quis exprimir e reforçar a especificidade da sua história adoptando símbolos heráldicos próprios.



Benedicta Maria Duque Vieira

Assalto à mão armada

Um homem, que se dedicava à compra de ferro-velho, foi vítima de um assalto à mão armada, terça-feira, dia 16 de Dezembro, na localidade de Póvoa de Rio de Moinhos, onde reside há algum tempo.

O idoso foi surpreendido pelos indivíduos que, encapuzados e armados, lhe retiraram alguns objectos de valor que trazia consigo. O homem não ofereceu resistência e os indivíduos, assim que lhe tiraram o que tinha de valor puseram-se em fuga, numa viatura que acabou por ser localizada, próximo de Castelo Branco, ao final da tarde desse mesmo dia.

A GNR foi chamada ao local, preservou o espaço onde a viatura foi encontrada e as investigações prosseguem agora sob a alçada da Polícia Judiciária.

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=158&id=10722&idSeccao=1548&Action=noticia

Bloco de Esquerda de Castelo Branco

Bloco não janta fora da freguesia

O tradicional jantar de Natal que a Junta de Freguesia (de Castelo Branco) oferece a todos os membros do executivo e da Assembleia é sempre motivo de são convívio entre todos: deputados, funcionários, presidentes e até jornalistas.

Este ano o local escolhido foi a Herdade do Regato, em Póvoa de Rio de Moinhos. A situação causou algum mau estar junto do deputado do Bloco de Esquerda, Luís Barroso, que não participou na refeição por esta se realizar numa outra freguesia.


terça-feira, 20 de novembro de 2007

Póvoa de Rio de Moinhos aposta na formação

Retirado do jornal online Kaminhos magazine :



Lucinda Martins fala em aposta ganha



A freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos tem apostado fortemente na formação. Lucinda Martins, a cumprir o seu primeiro mandato como presidente da Junta de Freguesia, diz que esta é sem quaisquer dúvidas, uma aposta ganha.

Em Janeiro de 2006, a autarquia promoveu o 1º Curso de Tractores que contou com a frequência de 15 formandos.



A partir daqui, a formação tem sido uma constante naquela freguesia. Seguiram-se-lhe diversos cursos de informática na óptima do utilizador, dirigidos para todas as classes etárias, sendo o último destes cursos apenas para a população activa.


Também a revalidação de competências do 9º ano que terminou no passado mês de Junho, decorreu na freguesia onde mais de 45 pessoas fizeram a respectiva revalidação.


Além disso, a Junta promoveu também curso de bainhas abertas, frequentado por mais de duas dezenas de pessoas e um curso de artes decorativas que irá terminar no final de Novembro e onde andam actualmente 18 formandos.

Lucinda Martins diz que a adesão de tanta gente aos cursos de formação promovidos pela autarquia acaba por se tornar problemático.
Durante o presente mandato, a Junta de Freguesia, conjuntamente com privados, através da cedência de terrenos junto à Urbanização do Chão do Outeiro, fizeram um caminho público devidamente calcetado e repavimentado.

Ainda no âmbito das ruas, a autarca refere que retiraram a calçada portuguesa de várias ruas da freguesia e substituíram-na por calçada normal. Isto porque colocava muitos problemas aos idosos que tinham mais dificuldades na sua locomoção.
Até ao final do mandato, Lucinda Martins diz que a autarquia está apostada na recuperação dos moinhos de água existentes próximo de Povoa de Rio de Moinhos.

“Existem cerca de 18 moinhos. A Câmara Municipal já adquiriu o maior que fica muito próximo da aldeia e que custou cerca de 25 mil euros”, sublinha a autarca, acrescentando que a Junta já procedeu à limpeza da área envolvente. Agora resta esperar pelo projecto de recuperação que já se iniciou.

Em relação aos restantes, Lucinda Martins diz que se encontram em negociações para adquirir mais dois moinhos que ficam próximos da localidade e espera que a reconstrução esteja concluída até ao final do presente mandato.

Outra das necessidades mais prementes na freguesia prende-se com o centro de saúde que se encontra a funcionar num primeiro andar o que se torna problemático para os idosos. Contudo, a autarca está optimista em relação a uma solução para este problema, a breve prazo.

Por último, Lucinda Martins fez ainda uma referência ao Asilo Padre Campos. Trata-se de uma propriedade que foi deixada à Póvoa de Rio de Moinhos. Em testamento, ficou lavrado que a direcção ficaria a cargo do pároco e mais dois elementos da Junta de Freguesia (os dois mais velhos). No entanto, segundo a autarca, com o passar dos anos e dos vários mandatos, as anteriores Juntas “demitiram-se” destas funções. Agora, a autarca pretendia transformar aquela estrutura em Centro de Dia e Lar. Contudo, o processo mostra-se bastante complicado.


15-11-2007
C.C.
Ka

Fonte:http://www.kaminhos.com/destaque.asp?id_artigo=7445