quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Jovens da Póvoa comemoram chegada aos trinta

Convívios começaram há 12 anos

A malta de 1978

A malta de 1978

Os nascidos em 1978 comemoraram recentemente a chegada aos 30 anos, com um convívio em Póvoa de Rio Moinhos, no concelho de Castelo Branco. Esta festa é mais uma das muitas que têm vindo a realizar nos últimos anos, graças à festa em louvor de Santa Águeda. Hugo Franco conta que há 12 anos, quando se cumpria a tradição na aldeia, "este grupo de rapazes e raparigas juntaram-se, como habitual para realizar as festas no dia 10 de Junho. E assim o fizeram! O convívio, o sentido de entreajuda, a responsabilidade, a vontade de fazer bem e melhor, foram fruto de sucesso. Desta forma, e sempre cumprida a tradição, estes jovens reúnem-se anualmente neste dia para comemorar".

Os 30 anos foram celebrados à mesa com um jantar comemorativo, onde não faltou o champanhe, o bolo de aniversário e as lembranças.

Depois dos 30 anos já se prepara a chegada aos 35, tendo sido nomeadas três pessoas para organizar a festa. Mas a malta de 1978 não vai esperar mais cinco anos para se voltar a juntar e no próximo 10 de Junho promete voltar a encontrar-se na Festa de Sta Águeda.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=157&id=10504&idSeccao=1538&Action=noticia

Ministro da Agricultura reúne na Herdade do Regato

O programa pretende ajudar a agricultura até 2013

O programa pretende ajudar a agricultura até 2013

Ministro distribui 352 milhões para agricultores

O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, deslocou-se quarta-feira, dia 10, ao distrito de Castelo Branco, para presidir à cerimónia de assinatura de protocolos entre a autoridade de gestão do Proder, o Programa de Desenvolvimento Rural do Continente e os Grupos de Acção Local.

Ao todo foram assinados protocolos com 44 grupos, totalizando verbas na ordem dos 352 milhões de euros, informa o Ministério da Agricultura.

O Proder é um programa de apoio ao desenvolvimento rural a aplicar até 2013, sendo financiado em cerca de 3,5 mil milhões de euros pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, o Feader, e em 4,4 mil milhões de euros provenientes da despesa pública.

Aumentar a competitividade dos sectores agrícola e florestal, promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais ou revitalizar económica e socialmente as zonas rurais são os objectivos do programa.

A assinatura teve lugar na Herdade do Regato em Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Concentração de Motards (1 e 2 de Maio 2009)

O grupo de motards "Os Moleiros" organizam dia 1 e 2 de Maio de 2009  a I Concentração de Motards com:
- Sorteio de uma mota
- Campismo gratuito
- Lembranças
- Animação musical
- Jogos tradicionais

Território e administração

No século XII, a Póvoa de Rio de Moinhos ficou abrangida na doação feita aos Templários dos territórios entre o Zêzere, o Tejo e a fronteira, mas é no documento de 1214, de doação do domínio da Cardosa com sede na colina de Castelo Branco, que os “paredeneyros de rivolo demolinis” – no Ocreza, afluente do Tejo – constam explicitamente como marco limite deste senhorio e o concelho de S. Vicente. Afonso II encarregou então Menendo Aio de materializar com uma cruz de pedra erguida no local as fronteiras da jurisdição de cada um deles.

Por razões de operacionalidade, não tardou, ainda no século XIII, que “Rio de Moinhos” passasse para a administração da Ordem de Avis que explicitamente considerou o lugar foreiro seu e excluído da tutela de S. Vicente da Beira e de sujeição às condições estabelecidas na carta de foral dada à vila por D. Sancho I. No entanto, em 1300, a granja da Póvoa foi doada aos cavaleiros de Aviz e a freguesia tornou-se curato anexo à vigararia de S. Vicente, já comenda dos mesmos cavaleiros. Até final do Antigo Regime, assim fica a paróquia de S. Lourenço como pequeno concelho independente, um “concelho sobre si” e “sem termo”.

Com a crítica dos iluministas e a racionalidade administrativa introduzida pelo regime liberal esta autonomia vai perder-se. Sobreviveu à primeira investida de 1833, resistiu ainda à segunda, a de 1835, mas já não à terceira, a reforma político-administrativa de Passos Manuel após a Revolução de Setembro de 1836.

Dos cerca de 800 concelhos existentes, a reforma de Passos Manuel apenas reconheceu 350 dos de maior importância. Só da antiga comarca de Castelo Branco foram extintos 25, entre eles o da Póvoa, passando o agora denominado distrito de Castelo Branco a ser constituído apenas por 14 concelhos. Póvoa de Rio de Moinhos integrou-se no concelho de S. Vicente nele permanecendo até 1871.

Contudo, no final da década de 60 do século XIX, previa-se já a extinção da freguesia e a sua ligação à paróquia civil de Alcains e Caféde. No eclesiástico devia permanecer como paróquia independente. A Revolta da Janeirinha de 1868 atrasou o projecto mas, após curto compasso de espera, em 1871, consumou-se a integração.

A República manteve este quadro legal e classificou os concelhos segundo categorias. Castelo Branco era de 1ª ordem e a Póvoa uma das suas freguesias. O Estado Novo retocou o mapa das circunscrições administrativas (1953) e introduziu uma classificação para as freguesias, atribuindo à Póvoa a 2ª ordem no concelho rural de Castelo Branco, classificado de 1ª ordem. A Constituição de 1976 dignificou o poder local recusando distinções quantitativas ou qualitativas entre autarquias.

No início do século XXI, Póvoa de Rio de Moinhos quis exprimir e reforçar a especificidade da sua história adoptando símbolos heráldicos próprios.



Benedicta Maria Duque Vieira