domingo, 5 de abril de 2009

Yves Larock e Bob Sinclar

Segundo a página http://www.myspace.com/yveslarock, Yves Larock estará dia 11/04/2009 em Castro Verde (Beja).

Segundo a página http://www.bobsinclar.com/news, a próxima festa com Bob Sinclar será na Rússia no dia 18/04/2009, e o DJ estará em Portugal em Agosto:
Sat 8th - Andromeda, Vila Real
Sun 9th - Lagars, Amares
Fri 14th - Pacha la Pineda, Pineda

A última notícia do Jornal Reconquista sobre estes dois DJ's, data de 22-01-2009, e garante a sua presença em Alcains no dia 11/04/2009 ( http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=163&id=11387&idSeccao=1609&Action=noticia )

Por aqui não temos conhecimento que tenha existido alguma notícia posterior, a rectificar o que foi escrito, no entanto tudo indica que seja bastante improvável a presença destes dois DJ's no próximo dia 11/04/2009 em Alcains.

Artes decorativas entusiasmam formandas

A Associação Amato Lusitano e a Junta de Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos promoveram, pela segunda vez, um curso de Artes Decorativas, cujo encerramento contou com uma exposição dos trabalhos das formandas.
Manuela Lourenço foi a formadora que ensinou as 15 senhoras a trabalhar diversos materiais, cujo resultado final se converteu em peças em estanho, vitral, decoração em telhas, diversas técnicas de pintura, por exemplo, em porcelana, marfinite e craquelet.
Foi um curso que decorreu ao longo de um ano, sempre aos fins-de-semana. “As pessoas aderiam bem a esta formação e estiveram muito motivadas”, referiu Manuela Lourenço ao Reconquista. E destaca que houve muitas senhoras que partiram do zero e quando ali chegaram nem sabiam pegar num pincel. Mas a evolução foi fantástica, o que levou outras freguesias a reclamarem este tipo de iniciativa.
Maria João, uma das responsáveis da Amato Lusitano, estava satisfeita com o resultado e realça o empenho e o entusiasmo que as formandas colocaram na iniciativa. Foram 168 horas de formação, no âmbito do Progride, como já aconteceu em Tinalhas, Louriçal do Campo e Ninho do Açor.
Uma das alunas, Conceição Barata, falou em nome de todas, agradecendo todo o empenho colocada naquele curso, por parte dos responsáveis. E terminou frisando que “gostámos tanto que não nos importamos de repetir”.
Por seu lado, o presidente da Amato Lusitano, Arnaldo Brás, falou da importância destas actividades e de toda a envolvência entre as formandas, para além dos trabalhos realizados. E deixou no ar a hipótese de se poder concretizar um outro curso, uma vez que a vontade das pessoas é essa.
A presidente da Junta prometeu estar atenta e saber do interesse em dar continuidade a esta formação.
No final foram distribuídos os certificados e servido um lanche a toda a população.

Por: Cristina Mota Saraiva

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=173&id=12853&idSeccao=1742&Action=noticia

domingo, 29 de março de 2009

De um lado as taleigas, do outro, eu

Já falámos das origens, do território e seu povoamento e também dos moinhos. Como se referiu, destes restam apenas ruínas. Com o evoluir dos tempos, esta actividade que passava de pais para filhos, desapareceu. As culturas passaram a ser outras, a concorrência de outras indústrias e uma mudança total nas sociedades, contribuíram para o seu desaparecimento. Hoje, já não há moleiros. Contudo, ainda há alguns filhos de moleiros que viveram anos e anos com os pais e os avós nos moinhos. Fomos procurá-los e conversar com eles, recordando esses tempos.

Falámos com Maria José Santos, hoje com 67 anos. Viveu até aos 15 anos na azenha que era no Pontão. Era uma azenha grande com uma só pedra. Próximo, havia mais moinhos e azenhas. Na sua azenha moíam milho e centeio. Não tinham a pedra própria para moer trigo. Esta era uma pedra especial, mais fina.

As pessoas do povo que trabalhavam para as casas grandes recebiam pouco dinheiro. A fanega era paga sobretudo em centeio e azeite e às vezes trigo. Era preciso, por isso, mandar moer estes cereais.

O moinho tinha um pequeno terreno onde semeavam hortaliça e batatas. A comida era simples: de manhã, feijões pequenos cozidos, ao almoço, uma sopa que muitas vezes levava ervas selvagens, chamadas diabelhas e bredos. O jantar era outra vez sopa com o conduto: um bocado de toucinho, morcela ou farinheira. Não havia frigorífico: estas iguarias eram guardadas num arcaz e o sal ajudava a conservar.

Tinham animais de criação: borregos, galinhas e o porco. Às vezes a raposa ou o tourão (gato bravo) matavam as galinhas.

Disse-nos também que, de pequenina, com 7 anos, montada na burra, ía a Tinalhas, entregar as taleigas da farinha e que às vezes a carga se virava. De um lado íam as taleigas, do outro, ela sentada a fazer de contrapeso.

A vida no moinho era difícil. Era preciso picar as pedras para as manter em condições de moer e quando os alcatruzes da azenha se estragavam, vinham uns homens do Louriçal consertá-los.

Contou que subiam para os pontos altos quando a ribeira enchia de repente. A ribeira não corria o ano todo. Havia anos em que moíam até Junho. Quando já havia pouca água esta era represada e distribuída por eles e pelos moinhos da vizinhança. Mas quando não havia água, funcionava a atafona: esta era movimentada por um animal que fazia girar a pedra de moer através de um conjunto de rodas articuladas.

Falámos ainda com Joaquim Ascensão Mateus, de 68 anos . Viveu até aos 12 anos num moinho que era da avó Ascensão. Passou depois para a mãe, Benedita Ascensão. O moinho, hoje em ruínas, fica na Ribeirinha, ao lado do que a Câmara Municipal está a recuperar.

Íam a Tinalhas recolher os cereais para moer, milho e centeio principalmente. Moíam também para as casas grandes: (D.Antónia, casa Fonseca, Martinho Dias, etc).

Havia também na Póvoa homens que, na altura das ceifas, íam para o Alentejo trabalhar. A ceifa durava cerca de 30 a 40 dias. No regresso, como eram pagos em cereais, mandavam fazer farinha à medida que precisavam.

A maquia era a parte que cabia ao moleiro pelos serviços prestados. Por cada meio alqueire de centeio ou milho, cabia ao moleiro meio litro.

A pedra era regulável e quando era para moer milho para as papas, subia-se um pouco. O carolo, assim se chamava o milho das papas era muito procurado na altura dos Santos e do Natal.

Tal como a nossa interlocutora acima referida, descreveu-nos também a vida no moinho: as refeições, as instalações e os cuidados que era preciso ter quando havia cheias. Uma vez tiveram que ser tirados pelo telhado para escapar.

A Ribeirinha secava mais cedo que a Ocreza. No Verão não moíam e quando chegavam as primeiras chuvas, andavam ansiosos para recomeçarem nos meses de Outubro e Novembro.

A pedra era movimentada pelo rodízio que era de penas, em madeira de pinho. Sobre estas caía a água da levada para o movimentar. A água era represada cá mais acima para ganhar desnível e como não havia cimento, às vezes era preciso reforçar as pedras do açude com ervas e terra batida.

Com estes homens e mulheres desapareceram histórias de vida que as próximas gerações já não conhecerão. Gravámos, por isso o seu depoimento. Aqui fica apenas um resumo.


José Antunes Leitão


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=172&id=12751&idSeccao=1729&Action=noticia 

domingo, 22 de março de 2009

Quercus denúncia “atentados” em Santa Águeda








O lixo é um dos problemas na barragem- arquivo
O lixo é um dos problemas na barragem- arquivo

Associação pede aplicação de ordenamento



A associação ambientalista Quercus diz que o plano de ordenamento da barragem de Santa Águeda (Marateca) continua por aplicar quatro anos após ter sido aprovado em Conselho de Ministros. A albufeira do concelho de Castelo Branco tem sido alvo, segundo a Quercus, de “um conjunto de ilegalidades e atentados ao ambiente e à qualidade da água”, lamentando a falta de fiscalização ou a inexistência de sinalética, refere.


“No local, o lixo abunda em toda a envolvente da albufeira, fazendo-se sentir uma enorme falta de civismo por parte dos frequentadores daquela área. O gado ovino continua, ilegalmente, a beber água no espelho de água e a pesca, assim como outras actividades lúdicas, realizam-se sem regras e sem respeitar o zonamento definido no plano de ordenamento, pondo em causa os valores naturais de fauna e flora da zona”, descreve a associação em comunicado.


A Quercus diz ainda ter detectado indícios de caça ilegal, como a presença de cartuchos nas margens da albufeira. Suspeitas reforçadas pela alegada diminuição da presença de algumas aves como patos, que de acordo com os ambientalistas passaram “de 297 exemplares observados em 2008 para 71 em 2009”.


A Quercus fez chegar estas e outras preocupações ao Instituto da Água, o Inag. A denúncia é acompanhada do pedido de implementação do plano de ordenamento.


Esta não é a primeira vez que a Quercus chama a atenção para o assunto. Em Outubro de 2007 o Reconquista acompanhou uma visita guiada à barragem onde o lixo era bem visível.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=170&id=12397&idSeccao=1701&Action=noticia