segunda-feira, 27 de abril de 2009

Jubileu dos Consagrados

No dia 1 de Maio, no Carvalhal (Souto), realizam-se as celebrações diocesanas dos Jubileus dos Consagrados. No que toca aos sacerdotes faz 25 anos de ordenação o Pe. João da Rosa Ferreira, a trabalhar na Casa do Gaiato, natural desta localidade. Fariam 50 anos de Ordenação os Reverendos Padres José Eusébio, do Vale da Torre, Tomás Farinha, da Póvoa de Rio de Moinhos, ambos já falecidos. Faz também 50 anos de ordenação o padre Manuel Duarte Luís, da Lardosa, que entretanto pediu dispensa do exercício do sacerdócio ministerial. No que toca a religiosas há notícia de alguns jubileus de bodas de prata e de oiro; neste momento sabemos das Bodas de Prata da Irmã Maria da Conceição Fernandes, a trabalhar em Arronches.
A celebração da Eucaristia no Carvalhal, pesidida pelo sr. Bispo da Diocese, está prevista para as 11H00.

Fonte:http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=176&id=13340&idSeccao=1788&Action=noticia

sexta-feira, 10 de abril de 2009

E as pessoas?

Em artigos anteriores abordaram-se as condições técnicas e económicas que permitiram a fixação e a sobrevivência de populações nas margens da Ocreza e registaram-se os testemunhos de modos e formas de vida que, vindas da noite dos tempos, persistiram quase até ao nosso tempo. Falámos da terra, da economia, da técnica, mas os sujeitos da história são os homens, colectiva e individualmente, e é neles que nos vamos agora deter.
Em mais de 700 anos de existência histórica, a população da Póvoa aumentou dos primitivos 35 casais, em 1236, para as 278 famílias residentes contabilizadas no Recenseamento Geral de 2001. Não podemos saber a quantas pessoas correspondiam os 35 casais, mas sabemos que no início do século XXI viviam na Póvoa 685 pessoas. Foi uma evolução gradual nem sempre no mesmo sentido. Primeiro, um crescimento contido, pontuado por crises de subsistência frequentes, depois, quando as alterações económicas e sanitárias o possibilitaram, um aumento demográfico consistente. Segundo os censos, atingiu o máximo de população na década de 1940, com 1.163 habitantes.
Vamos então ver de mais perto essa evolução. Em 1708, diz-nos o padre António Carvalho da Costa, na Corografia Portuguesa, que a Póvoa de Rio de Moinhos tinha 280 vizinhos. Depois do Terramoto, em 1758, é a vez do cura Manuel Rodrigues Malha informar que a vila contava 150 vizinhos perfazendo 400 pessoas adultas. Em 1801, foi o pároco Faustino Marques Carolo que esclareceu a Câmara Eclesiástica da diocese de Castelo Branco dizendo que a freguesia de S. Lourenço tinha 156 fogos e um total de 565 pessoas, sendo 258 do sexo masculino e 307 do feminino. Tinham ainda nesse ano nascido na vila 8 homens e 7 mulheres e morrido igual número.
Outro meio século passou até o pároco João José da Fonseca vir assegurar que, em 30 de Dezembro de 1849, havia na Póvoa, então freguesia do concelho de S. Vicente da Beira, 192 fogos e 461 “almas”. Quinze anos mais tarde, em 1864, o 1.º Recenseamento Geral da População reconhecia 791 pessoas distribuídas por 214 fogos.
Em quinze anos é um aumento significativo que poderá significar um maior bem-estar e uma expectativa optimista relativamente ao futuro, factores sempre estimulantes para a constituição de novos agregados familiares autónomos. Quanto à divergência dos cálculos referidos pode atribuir-se a diferentes critérios e a diferentes finalidades de uma e de outra contagem. Universal a de 1864; restritiva a de 1849, que não teria contabilizado as crianças sem idade para acederem à comunhão.
Em 1878 éramos 807, depois, a crescer, segundo dados dos recenseamentos feitos de dez em dez anos, 898 em 1890, 941 em 1900, 1058 em 1911, 968 em 20 (ai a pneumónica!), 1028 em 30, e depois de, em 1940, se registarem 1163 habitantes, a descer: 1130 em 1950, 1114 em 60, 795 em 70 (a grande quebra com a emigração), 851 em 80 e 768 em 1990. No início do milénio, 685.
Para além destes números oficiais, dispomos de outros elementos quantitativos que nos vão dando o quadro socioprofissional da Póvoa. Por exemplo, um documento de 1779, que faz o levantamento dos 167 agregados familiares, permite-nos conhecer o nível dos rendimentos ou a profissão exercida pelo cabeça de cada um deles. Os que desempenhavam os diversos ofícios e mesteres necessários a um pequeno povoado – no comércio, nos transportes, nas artes, nos serviços, na actividade agrícola – e um grupo significativo, sem profissão indicada, que é referido pela sua posição numa escala socioeconómica.
No fundo dessa escala, 23 agregados pobres a que se junta um outro que vive de esmolas. São todos, com uma única excepção, constituídos por viúvas ou mulheres solteiras: a condição de pobre é, portanto, inerente à condição feminina. Acima, outros 23, em que uma vintena continua a ser de solteiras ou viúvas que vivem de trabalho não especificado e mais três famílias que recebem soldada. Subindo, um grupo numeroso (16 agregados) que vivem de suas fazendas e, no topo, 7 que desfrutam do rendimento de lavoura.
Este último integra um caso de enobrecimento pelo casamento, uma Dona Perpétua, filha de Manuel Martins Preto, um homem da governança do concelho, levado prisioneiro pelas tropas espanholas, na sequência da Guerra dos Sete Anos, para Alcântara, onde faleceu.
Em próximos artigos vamos analisar o documento atentamente.
Benedicta Maria Duque Vieira

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=174&id=12986&idSeccao=1755&Action=noticia

domingo, 5 de abril de 2009

Yves Larock e Bob Sinclar

Segundo a página http://www.myspace.com/yveslarock, Yves Larock estará dia 11/04/2009 em Castro Verde (Beja).

Segundo a página http://www.bobsinclar.com/news, a próxima festa com Bob Sinclar será na Rússia no dia 18/04/2009, e o DJ estará em Portugal em Agosto:
Sat 8th - Andromeda, Vila Real
Sun 9th - Lagars, Amares
Fri 14th - Pacha la Pineda, Pineda

A última notícia do Jornal Reconquista sobre estes dois DJ's, data de 22-01-2009, e garante a sua presença em Alcains no dia 11/04/2009 ( http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=163&id=11387&idSeccao=1609&Action=noticia )

Por aqui não temos conhecimento que tenha existido alguma notícia posterior, a rectificar o que foi escrito, no entanto tudo indica que seja bastante improvável a presença destes dois DJ's no próximo dia 11/04/2009 em Alcains.

Artes decorativas entusiasmam formandas

A Associação Amato Lusitano e a Junta de Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos promoveram, pela segunda vez, um curso de Artes Decorativas, cujo encerramento contou com uma exposição dos trabalhos das formandas.
Manuela Lourenço foi a formadora que ensinou as 15 senhoras a trabalhar diversos materiais, cujo resultado final se converteu em peças em estanho, vitral, decoração em telhas, diversas técnicas de pintura, por exemplo, em porcelana, marfinite e craquelet.
Foi um curso que decorreu ao longo de um ano, sempre aos fins-de-semana. “As pessoas aderiam bem a esta formação e estiveram muito motivadas”, referiu Manuela Lourenço ao Reconquista. E destaca que houve muitas senhoras que partiram do zero e quando ali chegaram nem sabiam pegar num pincel. Mas a evolução foi fantástica, o que levou outras freguesias a reclamarem este tipo de iniciativa.
Maria João, uma das responsáveis da Amato Lusitano, estava satisfeita com o resultado e realça o empenho e o entusiasmo que as formandas colocaram na iniciativa. Foram 168 horas de formação, no âmbito do Progride, como já aconteceu em Tinalhas, Louriçal do Campo e Ninho do Açor.
Uma das alunas, Conceição Barata, falou em nome de todas, agradecendo todo o empenho colocada naquele curso, por parte dos responsáveis. E terminou frisando que “gostámos tanto que não nos importamos de repetir”.
Por seu lado, o presidente da Amato Lusitano, Arnaldo Brás, falou da importância destas actividades e de toda a envolvência entre as formandas, para além dos trabalhos realizados. E deixou no ar a hipótese de se poder concretizar um outro curso, uma vez que a vontade das pessoas é essa.
A presidente da Junta prometeu estar atenta e saber do interesse em dar continuidade a esta formação.
No final foram distribuídos os certificados e servido um lanche a toda a população.

Por: Cristina Mota Saraiva

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=173&id=12853&idSeccao=1742&Action=noticia