sábado, 22 de agosto de 2009

Summer Fest


Artur Patuleia - 910309762
João Lourenço - 963356751

Fonte: digualgação pedida por JS - Federação Distrital de Castelo Branco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Igreja Paroquial

A Igreja da Póvoa nasceu da divisão da paróquia medieval de S. Vicente, cuja área coincidia inicialmente com a do concelho. Desconhecemos a data em que foi criada, mas sabemos seguramente ter sido antes do reinado de D. João II (1481-1495).

Em 1709, o vigário de S. Vicente registou, por escrito, os usos e costumes da Igreja Matriz de S. Vicente da Beira (1). Escreveu que, segundo uns autos de visita realizada à igreja de S. Vicente, em 1539, «Na Póvoa de Rio de Moinhos, havia um capelão posto alternativamente pelo comendador e prior, com obrigação de dizer missa aos domingos e festas e administrar os sacramentos.» O mesmo documento informa que essa situação já vinha do tempo de D. João II.

O comendador referido era o da comenda de Ordem de Avis, existente no concelho de S. Vicente da Beira desde a Idade Média e com vastas propriedades na Póvoa. O prior era o do mosteiro de S. Jorge de Coimbra.

Os produtos devidos à Igreja, que resultavam sobretudo do pagamento da dízima, eram armazenados, num lugar chamado tulha, e divididos em três partes: uma para o bispo da Guarda, outra para o comendador de Avis e a terceira para o prior de S. Jorge. Era com estes bens que o comendador e o prior pagavam o cura da Póvoa e as despesas da Igreja.

Mais tarde, extinguiu-se o priorado de S. Jorge e dos seus bens fez-se uma nova comenda, a da Ordem de Cristo, com a incumbência de satisfazer as obrigações anteriormente confiadas ao prior.

Em 1758, nas Memórias Paroquiais (2), o cura Manuel Rodrigues Malha informou que «O pároco é cura anual apresentado um ano pelo comendador e outro ano pelo vigário de São Vicente da Beira. Tem de porção trinta e sete alqueires e meio de centeio e quatro de trigo, quatro almudes de vinho, sete mil e quinhentos réis em dinheiro e a cera necessária para todo o ano.»

O comendador era o de Avis e o vigário de S. Vicente, escolhido pela Ordem de Cristo, desempenhava a função de nomear o cura, em representação desta ordem.

O Padre Manuel Rodrigues Malha também descreveu a Igreja da Póvoa, que se situava fora do povo, mas contígua a ele. O orago era São Lourenço e o templo tinha três altares: o altar-mor e dois laterais, um de Nossa Senhora do Rosário e outro do Santo Nome de Deus. Havia duas irmandades, uma do Senhor e outra das Almas.

Quanto às ermidas, o cura informou: «Tem três ermidas, uma de Santo Sebastião, contígua ao povo, outra de Nossa Senhora da Encarnação, distante do povo um tiro de bala, outra de Santa Águeda, distante meia légua. A de Nossa Senhora da Encarnação é frequentada de romagem todo o ano e a de Santa Águeda no seu dia. A da Senhora da Encarnação é apresentada pelos oficiais da câmara deste povo e a de Santa Águeda pelo ordinário.»

As capelas de Santa Águeda e de Nossa Senhora da Encarnação eram zeladas por ermitões, mas esta pertencia à Câmara, enquanto a primeira era administrada pelo cura, em representação do bispo da diocese.

(1) ANTT, Registos Paroquiais, S. Vicente da Beira, Óbitos, livro 1, fólios 4-9v.

(2) ANTT, Memórias Paroquiais, Póvoa de Rio de Moinhos, volume 30, fólios 1875-1878.

José Teodoro Prata

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=192&id=15702&idSeccao=1994&Action=noticia

sábado, 8 de agosto de 2009

Faleceu o Padre Chaves

Na passada sexta-feira faleceu no Hospital de Portalegre p sr. Padre António Rodrigues Chaves, com 80 anos de idade, feitos a 11 de Abril.
Era natural de Alcaravela, fora ordenado a 27 de Junho de 1954, e tinha residência em Flor da Rosa (Crato) onde era pároco. Nesta zona servira as paróquias de Flor da Rosa, Aldeia da Mata, Chancelaria, Crato-Mártires; em tempos idos foi pároco de Sobral do Campo, Ninho de Açor, Póvoa de Rio Moinhos e Cafede na zona de Castelo Branco, e de Carreiras e Ribeira de Nisa na zona de Portalegre.
O funeral realizou-se no dia seguinte para a sua terra natal, sob a presidência do Bispo da Diocese.
Paz à sua alma.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=191&id=15575&idSeccao=1987&Action=noticia

domingo, 19 de julho de 2009

Prestígio reconhecido no regresso à família do futebol

Manuel Barata recebeu o galardão mais importante da Gala do Futebol, que premiou atletas, técnicos e dirigentes.
Manuel Barata voltou à família do futebol para receber o Troféu Prestígio da primeira Gala de Futebol do Distrito de Castelo Branco. O empresário natural de Castelo Branco foi galardoado no último sábado com o troféu mais significativo da festa organizada pela Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) “por toda uma carreira, toda uma vida, de dedicação ao futebol do distrito com particular incidência no seio do organismo máximo do distrito”, referiu o presidente da associação, Carlos Almeida, na apresentação do prémio.
O vencedor deste troféu é escolhido pela direcção da AFCB, depois das sugestões feitas por um júri. A distinção surpreendeu-o por estar “há tantos anos afastado desta família do futebol”, referiu o homenageado na hora de receber o prémio.
“Eu sinto que fiz alguma coisa e por vezes com muito sacrifício, com muitas dificuldades, porque não era fácil naquele tempo” referiu já no final da cerimónia, em declarações ao Reconquista. O empresário nascido em Castelo Branco sente-se realizado com a dedicação à actividade empresarial, mas confessa sentir falta da ligação ao desporto. O regresso é assim uma possibilidade e até já houve oportunidades para o fazer num passado recente. Mas para já depende da actividade profissional.
“Vivi sempre com essa mágoa, de me ter afastado muito cedo do desporto”, referiu.
Manuel Barata foi dirigente do Benfica e Castelo Branco e presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco no inicio da década de 1980.
O Troféu Prestígio foi o culminar de uma cerimónia que aconteceu na Herdade do Regato em Póvoa de Rio de Moinhos, onde estiveram presentes figuras do desporto de toda a região e não só. O momento foi ainda aproveitado para a entrega das taças das várias competições organizadas pela AFCB.
Para o presidente da associação, a gala é um estímulo “a uma cultura baseada no mérito”, culminando uma época que também foi de apostas para a própria entidade.
“É com uma ponta de orgulho que digo que fomos e vamos continuar a ser pioneiros em alguns campos”, referiu Carlos Almeida, que apontou como exemplo a associação da principal competição do futebol distrital a uma marca, criando assim a Liga Piornos.
Na próxima época avançam as cadernetas de cromos para todas as competições, como o Reconquista já tinha noticiado. O trabalho desenvolvido pela AFCB foi elogiado por Sérgio Luz, que representou a Federação Portuguesa de Futebol na gala.
Além do Troféu Prestígio foram distribuídos 11 prémios em várias categorias (ver lista de vencedores) com algumas a serem comuns ao futebol e ao futsal. Facto que mereceu o reparo de José Luís Mendes, vencedor do troféu de melhor treinador futsal sénior pela Associação Desportiva do Fundão, que sugeriu a distinção entre as duas modalidades na atribuição dos prémios.
Lista de vencedores:
ÁRBITRO: Gonçalo Carreira
TREINADOR DE FUTEBOL E FUTSAL DE FORMAÇÃO: Francisco Lopes/ Desportivo de Castelo Branco
TREINADOR FUTSAL SÉNIOR: José Luís Mendes/ Associação Desportiva do Fundão
ATLETA SÉNIOR FUTSAL: Flávio Fonseca (Cadete)/ Casa do Benfica de Penamacor
ATLETA SÉNIOR FUTSAL CAMPEONATOS NACIONAIS: Vinicius Machado/ Associação Desportiva Fundão
ATLETA FEMININO FUTSAL: Rute Duarte/ Associação Desportiva do Fundão
TREINADOR FUTEBOL SÉNIOR: Eduardo Húngaro/ Sertanense
ATLETA FORMAÇÃO FUTEBOL E FUTSAL: Daniel Sousa/ Retaxo
ATLETA SÉNIOR FUTEBOL CAMPEONATO DISTRITAL: Nuno Alves/ Proença-a-Nova
ATLETA SÉNIOR FUTEBOL CAMPEONATOS NACIONAIS: Edgar Sá/ Sporting Covilhã
DIRIGENTE: José Mendes/ Sporting Covilhã
TROFÉU PRESTÍGIO: Manuel Barata
Por:
José Furtado

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=185&id=14686&idSeccao=1909&Action=noticia