sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sensibilização nas escolas

O Núcleo Escola Segura da GNR de Castelo Branco realizou uma acção de sensibilização sobre “Bulling na Escola”, na EB 2/3 e Secundária de Alcains, onde estiveram presentes dois militares, 17 alunos e dois docentes.

Já o NES da GNR de Idanha-a-Nova realizou acções de sensibilização sobre “Bombas de Carnaval e Internet”, na EB 2/3 José Silvestre Ribeiro de Idanha-a-Nova, onde estiveram presentes quatro militares, 132 alunos e oito docentes.

O NES da GNR de Castelo Branco realizou ainda uma acção de sensibilização sobre “Segurança Rodoviária”, na EB 1 de Póvoa de Rio de Moinhos, onde esteve um militar, 21 alunos e dois docentes.

Fonte:http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=215&id=18694&idSeccao=2302&Action=noticia

PR: Recuperação económica não se fará apenas com "grandes projectos" ou "grandes empresas" - Cavaco Silva

Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco, 05 fev (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que a recuperação económica do país não depende essencialmente "dos grandes projetos" ou das "grandes empresas", mas das iniciativas empresariais de menos escala e das "comunidades locais".

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
14:50 Sexta-feira, 5 de Fev de 2010

Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco, 05 fev (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que a recuperação económica do país não depende essencialmente "dos grandes projetos" ou das "grandes empresas", mas das iniciativas empresariais de menos escala e das "comunidades locais".

"Devemos estar bem conscientes que não conseguiremos levar por diante a recuperação económica pensando apenas nos grandes projetos, na produção realizada nas grandes cidades ou pelas grandes empresas. Não podemos dispensar a actividade que se realiza nos concelhos de pequena e média dimensão, nas pequenas empresas e no mundo rural", disse, no arranque da segunda jornada do Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras.

No final de uma manhã em que visitou duas empresas de sucesso em Castelo Branco e inaugurou um centro de apoio tecnológico agroalimentar, o Chefe de Estado manifestou-se "absolutamente convencido" que é em iniciativas deste tipo que está "o suplemento que precisamos para acelerar a recuperação económica e criar mais emprego".


Fonte: http://aeiou.visao.pt/pr-recuperacao-economica-nao-se-fara-apenas-com-grandes-projectos-ou-grandes-empresas-cavaco-silva=f546905

O Clube da terra

O futebol foi a base para a criação do Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos, já que, desde a década de 50, se juntavam os jovens da terra para formarem uma equipa de futebol que participava em jogos contra outras terras vizinhas e, nos anos 70, era uma constante a participação da equipa da Póvoa em diversos torneios, nomeadamente na cidade de Castelo Branco.

Foi deste modo que surgiu a necessidade de legalizar a Associação que já existia. E assim, a Acta Número Um refere: “Aos quinze dias do mês de Maio de mil novecentos e setenta e seis, por convocatória da direcção interina, presidida pelo senhor João Tomé Frederico, se reuniram na sua sede em Póvoa de Rio de Moinhos, os sócios do Clube de Póvoa de Rio de Moinhos, com a seguinte ordem de trabalhos:

1.º Eleição dos membros que irão fazer parte da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direcção, até ao dia trinta e um de Dezembro de Mil novecentos e setenta e sete.

2.º Eleição de dois membros da Direcção com poderes para receber doações e fazer escrituras de todos os bens comprados ou oferecidos ao Clube.”

E foi assim que, no dia 15 de Maio de 1976, teve lugar a 1.ª reunião oficial do Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos (CDPRM).

A data da fundação do CDPRM corresponde ao dia 29 de Abril de 1976, conforme estatutos publicados em Diário da República. Nesta primeira acta ficou também decidido que o dia do Clube seria sempre comemorado no dia 29 de Abril de cada ano, se esse dia fosse Domingo, em caso contrário, passava para o Domingo a seguir. Dessa mesma reunião saiu a primeira Direcção do CDPRM:

Assembleia Geral: Presidente - Manuel Maria Alves; 1.º Secretário – Luís Alberto Franco Brás; 2.º Secretário – Tomás Ramalhoso Goulão; Suplentes - Alexandre da Cruz Pereira e Ricardo Antunes da Cruz.

Conselho Fiscal: Presidente – Amélia Eugénia Franco da Fonseca Duque Vieira; Secretário – Francisco José Navarro Castelo Branco; Relator – Fernando dos Reis Garcia; Suplentes: Francisco Freire Mateus e Rui Manuel dos Reis Domingos.

Direcção: - Presidente João Tomé Frederico; Vice-presidente - Manuel Simão Martinho; Secretário – Victor Manuel Nunes Augusto; Tesoureiro – António Alexandre Pinto Roberto; 1.º Vogal – José do Nascimento Carvalho; 2.º vogal – Aníbal da Luz Mendonça e 3.º vogal – José da Ascensão Júlio.

A 16 de Janeiro de 1977 disputou-se o primeiro jogo de futebol do CDPRM, como clube federado, ao participar no campeonato de futebol de 11, distrital sénior, da Associação de Futebol de Castelo Branco. Esse jogo realizou-se no antigo campo de jogos da terra e teve como opositor a equipa de futebol de Unhais da Serra. O resultado final do encontro foi um empate a 3 golos.

Esta participação no campeonato distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco durou 5 épocas (1976/1977 a 1980/1981). Depois disso, o CDPRM teve outras participações em provas federadas, assim como, na época de 1994/1995, no campeonato distrital de juniores (futebol de 11). Mais recentemente, nas épocas de 2003/2004, 2004/2005, 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, voltou a participar no campeonato distrital de seniores.

As participações em provas federadas podem ser consideradas dos pontos mais altos do CDPRM, no entanto, nos seus quase 34 anos de existência, o Clube Desportivo sempre tentou dinamizar a Póvoa, seja desportivamente seja recreativamente. Assim, durante a sua vida foram organizados diversos torneios: malhas, cartas, matraquilhos, futsal, etc.

Também a organização de festas populares, bailes, participação na feira anual da Freguesia, fizeram parte das actividades do Clube Desportivo de Póvoa de Rio de Moinhos. Numa das suas últimas actividades, em 2009, o CDPRM organizou o I Passeio de BTT.

Citando Vergílio Ferreira:” O importante não é o que acontece, mas o que acontece em nós desse acontecer!” É assim o Clube da Terra, da nossa Terra: o que acontece na vida do Clube não são simples e passageiros resultados ou participações desportivas, são fragmentos marcantes das nossas vidas.

É nesta atmosfera de reviver o passado e despertar para o futuro, que surge a responsabilidade de todos os que são ou foram sócios do CDPRM, e também para aqueles que o virão a ser, de continuar a escrever a História do CDPRM, não o deixando morrer no tempo, pois um Clube são os seus sócios!

João Paulo Ramos Martinho

Com este artigo, bem no tempo presente, entramos na recta final desta 1ª fase de divulgação da história da Póvoa. A próxima crónica remete-nos para o passado mais antigo. É um estudo aprofundado e que tem na sua origem documentos que já foram, aqui, apresentados anteriormente.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=218&id=19086&idSeccao=2350&Action=noticia

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Quem o soube segurar, ganhou!

Vamos hoje recordar um período bastante conturbado, quer na Póvoa quer em muitas povoações vizinhas, de repente envolvidas na crise que precedeu a segunda guerra mundial e se arrastou até ao seu final, fazendo-se sentir sobretudo nos anos que entre as populações ficaram conhecidos para o bem e para o mal por “os anos do minério” (1939-1945).

Apesar de Portugal não ter participado directamente na guerra, o estatuto de neutralidade não obstou a que toda a vida rural sofresse as alterações resultantes da exploração do minério que através de Espanha era encaminhado para a Alemanha, e que uma economia rural não sofresse as consequências e as alterações que o conflito levou a todas as nações envolvidas e seus aliados.

Num país pouco industrializado, com largas camadas da população a viver do dia a dia dos trabalhos dos campos para manter a sua sobrevivência, esta grande mudança não podia passar despercebida. Todos lutaram para melhorar os seus haveres e alguns inebriados pelas novas oportunidades só sonharam com futuros que nunca se chegaram a concretizar.

O Governo, com receio do abandono generalizado dos trabalhos do campo, da falta e subida dos preços dos bens alimentares e da carestia geral de vida, deu instruções aos governadores civis para que proíbissem as explorações clandestinas, fonte de abandono da agricultura e origem de motins e guerras entre famílias e populações.

Interessa-nos sobretudo tentar perceber como se passaram as coisas aqui na Póvoa naquele período. A febre do volfrâmio e da sua exploração e comercialização não se fez sentir por aqui, tendo-se concentrado nas aldeias mais próximas das minas da Panasqueira. Contudo a exploração do minério de estanho foi, como acima referimos, objecto de atenção dos nossos conterrâneos.

Ouvimos alguns dos que participaram directamente na extracção do minério de estanho. Manuel André foi um dos primeiros. Toda a sua família andou na exploração do minério e de acordo com o seu testemunho podemos reconstruir o ambiente que então se viveu.

Quando começaram, foram orientados por uns homens de Medelim que vinham no princípio da semana e no final da semana regressavam levando consigo o produto da exploração, voltando na semana seguinte.

Isto passava-se na Lameira do Salgueiro, junto ao lugar que mais tarde veio a ser conhecido por Marateca. Os processos de exploração eram simples: a areia recolhida dos ribeiros e regatos e das escavações em terrenos de aluvião era recolhida e lavada. As bagas de estanho escuras e mais pesadas depositavam-se no fundo das bacias utilizadas e eram recolhidas. Mais tarde, para a extracção ser mais fácil e rápida, utilizavam-se “caleiras” de madeira para movimentar as terras e as águas. Tudo se passava a céu aberto, removendo terras e areias.

Após o ciclo dos homens de Medelim, constituíram-se sociedades que exploravam e compravam todo o minério. Existem ainda, junto à estrada nacional Castelo Branco - Guarda, as ruínas das instalações de uma dessas Companhias: a SMEL, Sociedade Mineira da Lardosa, constituída por interesses portugueses e alemães.

Os locais mais explorados foram: a Lameira do Salgueiro, os Barrinhos, a Tapada do Amaro, e outros, todos próximos da ribeira da Ocreza.

O minério era vendido às sociedades existentes à data mas também era desviado para o “contrabando” ou “candonga”, como então se dizia.

Diz o Manuel André que, ao princípio, o minério era comprado a oito escudos o quilo, mas na “candonga”, chegava a atingir os oitenta e cinco escudos.

Refere ainda o nosso interlocutor que os proprietários dos terrenos dividiam-nos em lotes que eram arrematados por grupos, famílias, e a seguir explorados pelos arrematantes.

Os grupos começaram por ser da Póvoa, mas rapidamente se estenderam às aldeias vizinhas: Tinalhas, Alcains, Lardosa, etc.

Todo este ambiente trouxe profundas alterações na nossa região: rixas, guerras entre povoações e levou ao abandono da agricultura.

Com o final da guerra, a exploração deixou de ter interesse económico e como prosaicamente diz o Manuel André, “quem o soube segurar, ganhou; quem não soube, voltou à pobreza do antigamente”.

O minério e a sua comercialização deram origem a uma profissão que aqui pela Póvoa não era conhecida: o contrabandista. Até à exploração do minério e à sua comercialização e consequente contrabando, havia só um homem na Póvoa que exercia esta profissão e que era conhecido por “Chico Vigário”, de alcunha. Dedicava-se ao contrabando entre Portugal e Espanha e vivia desta ocupação. Com o aparecimento do minério, também ele reorientou a sua actividade nesta direcção.

Como acima referimos, passados estes tempos difíceis da guerra, a vida retomou a sua rotina e os seus passos.

José Antunes Leitão

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=212&id=18277&idSeccao=2261&Action=noticia