sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quando se é diferente entre iguais

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, dia 3 de Dezembro, foi comemorado em alguns agrupamentos escolares.

O Núcleo de Ensino Especial e Serviços de Psicologia e Orientação do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva realizou sexta-feira, dia 3 de Dezembro, uma actividade no âmbito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Pretendeu-se com a iniciativa sensibilizar a comunidade escolar para a problemática da deficiência e para a necessidade urgente de “deixarmos de ser indiferentes perante a diferença”.

O Agrupamento de Escolas José Sanches de Alcains desenvolveu várias actividades, quer na escola sede, quer nas de Póvoa de Rio de Moinhos, Tinalhas, Escalos de Cima, Lousa e Lardosa. Mas também no Infantário do Centro Regional de Segurança Social, Jardim-de-Infância e Escolas do 1º, 2º, 3º Ciclo e Secundária. Ainda em Alcains, no âmbito do Programa Escola Alerta, os alunos tiveram contacto com uma iniciativa sobre linguagem gestual.

Também em Idanha-a-Nova, o Dia da Pessoa com Deficiência foi assinalado com a história “A Arca de Ninguém”.

Os alunos da EB1 de Penamacor realizaram uma visita à Penazeites, onde se inteiraram do ciclo da azeitona até chegar ao ouro líquido.

Aos alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão aproveitaram a visita da ministra da Educação, Isabel Alçada, ao seu concelho, para inaugurar a Biblioteca Municipal, para lhe fazer uma entrevista, que vai ser publicada na íntegra no jornal escolar, mas fica também no site do Reconquista.

O Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco brilhou com dois projectos seleccionados para a festa final do concurso “A Europa no Mundo”. Já a 5.ª Semana da Leitura, que decorreu de 29 de Novembro a 4 de Dezembro, apresentou-se recheada de actividades. Mas o Agrupamento lançou ainda, esta semana, o livro “Castelo Branco – Habitat das Cegonhas”, que surge na sequência do projecto com o mesmo nome, que foi premiado a nível nacional, no concurso Ambiente e Cidadania no âmbito das Olimpíadas do Ambiente. E a pensar no ambiente, dia 10, alunos, professores e funcionários deslocaram-se a pé para as escolas do Agrupamento, no âmbito do projecto “Mobilidade para Escola na Cidade de Castelo Branco”, com o apoio da Escola Superior de Tecnologia e da Fundação Gulbenkian, uma iniciativa que pretendeu sensibilizar a comunidade educativa para a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.

A Biblioteca Escolar Afonso de Paiva promoveu novamente, pela primeira vez este ano lectivo, um Ateliê de Animação de Leitura, inserido no âmbito da actividade Porta Aberta. Desta vez a iniciativa decorreu na Escola Básica do Castelo.

Já na EB de São Tiago, o Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva vai realizar, de 9 e 17 de Dezembro, na Biblioteca da Escola, a 2ª Feira do Livro, vocacionada prioritariamente para a comunidade escolar.

A Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca, em Proença-a-Nova assinalou, a 23 de Novembro, data natalícia de Rómulo de Carvalho, o Dia Nacional da Cultura Científica, homenageando o cientista e, paralelamente, o poeta António Gedeão (seu pseudónimo literário), uma iniciativa que se prolongou pelo dia 25, com uma palestra intitulada “Conversa sobre Ciência”.

Já a Escola da Sobreira Formosa juntou os alunos e familiares para o tradicional Magusto, no Dia de São Martinho.

Os alunos do Curso Profissional Técnico de Apoio à Infância desenvolveram, dia 17 de Novembro, um conjunto de actividades alusivas à comemoração do Dia do Não Fumador, na Escola Secundária de Nuno Álvares, em Castelo Branco. Já na Biblioteca Egas Moniz, na ESNA, dia 9 de Dezembro, realizou-se uma sessão de apresentação do Plano Director Municipal (PDM) do concelho de Castelo Branco, destinada a alunos do curso de Línguas e Humanidades. Uma actividade promovida pelas professoras da disciplina de Geografia A e orientada por Edite Candeias, técnica superior da Divisão de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal de Castelo Branco.

A Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão vai promover, dia 7 de Dezembro, a iniciativa “Sabores de Outono”, no sentido de promover a escola, mas também alguns produtos desta época.

Ainda esta semana, os alunos do 1.º, 2.º e 3.º ano do Curso de Animador Sociocultural da Etaproni, de Nisa, realizaram, dia 13 de Dezembro, no Cine Teatro local, uma apresentação dos seus trabalhos desenvolvidos no âmbito da disciplina de Área de Expressões, vertente Dramática, no âmbito da qual conceberam os três sketches apresentados, intitulados “Viver o Natal... Hoje!”.

Alguns alunos da Escola Tecnológica e Profissional da Sertã visitaram, dia 9 de Dezembro, a FIL, em Lisboa, onde decorreu, até 11 de Dezembro, o Campeonato Europeu das Profissões. Já no dia 11, na Sertã, outro grupo de alunos assinalaram, com uma visita ao Alto da Bela Vista, o Dia Internacional da Montanha.


Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=262&id=25026&idSeccao=2928&Action=noticia

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comissão Instaladora assume Centro de Dia

A Comissão Instaladora do Centro Social dos Beneméritos da Póvoa de Rio de Moinhos tomou posse do Centro de Dia da localidade no passado dia 1 de Dezembro.

Composta por cinco elementos: Rui Lopes, Lucinda Martins, Manuel Henriques, Francisco Damião e Luís Goulão, esta comissão destaca a boa vontade, disponibilidade e ajuda da Direcção do Centro Social e Paroquial Padre Campos, em especial do Bispo da Diocese, D. Antonino Dias e do Padre Varão, que tornaram esta realidade possível.

“Vivemos actualmente tempos de mudança e de exigências, pelo que o Centro Social dos Beneméritos da Póvoa de Rio de Moinhos conta com o empenhamento e dedicação da sua directora técnica, Maria João Figueiredo, que será um dos rostos da Instituição”, refere a comissão.

Esta Comissão Instaladora pretende oferecer um serviço de qualidade e diversidade aos seus utentes. Assim, a partir do dia dois de Janeiro o Centro de Dia estará aberto num horário alargado das 8H30 às 20H30 durante os sete dias da semana. Actualmente com 18 utentes, o Centro quer fazer uma forte aposta na qualidade do apoio domiciliário, pelo que, em breve, este número deverá aumentar.

Em Janeiro decorrem as primeiras eleições para os Órgãos Sociais da Instituição, que até ao momento tem sido gerida por uma Comissão Instaladora, com o auxílio de 18 sócios fundadores. Esta Comissão Instaladora tomou posse em Outubro de 2009 por um período de dois anos, mas entende que devem ser feitas eleições para o próximo triénio, uma vez que o objectivo que se propunha cumprir foi amplamente atingido. A Associação conta na presente data com 110 sócios, um número que se espera que seja aumentado e que reunirão em Assembleia Geral no dia 8 de Janeiro.
Fonte:http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=261&id=24941&idSeccao=2918&Action=noticia

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Restaurantes aderentes à Semana do Cabrito

Por: Lídia Barata

São os seguintes os restaurantes aderentes à Semana do Cabrito organizada pela Acicb entre 28 de Junho e 4 de Julho, bem assim como as sugestões turísticas que se fazem para o mesmo período: 28 de Junho: Almoço – Restaurante “Praça Velha”. Sugestão turística: visita ao Museu Cargaleiro. Jantar – Restaurante “English Savoy”. Sugestão turística: Desfrute de um passeio de barco no Tejo durante a tarde. Dia 29 de Junho: Almoço – “Restaurante Srª de Mércules”. Sugestão turística: Conheça a Ermida da Nossa Senhora de Mércules. Jantar – Restaurante “Pinguim”. Sugestão turística: Capela do Espírito Santo. Dia 30 de Junho: Almoço – “ Hotel Rainha D. Amélia - Restaurante Varanda Real”. Sugestão turística: Visite o Museu Francisco Tavares Proença Júnior. Jantar – Restaurante “Encosta do Castelo”. Sugestão turística: Visite o Castelo da cidade. Dia 1 de Julho: Almoço – Restaurante “Telheiro”. Sugestão turística: Conheça o Jardim do Paço. Jantar – Restaurante “Palitão”. Sugestão turística: Sé Catedral da Castelo Branco. Dia 2 de Julho: Almoço – “Restaurante o Ferreiro”. Sugestão turística: Museu de Arte Sacra e a Igreja da Sr.ª da Graça. Jantar – “Restaurante “Subúrbio”. Sugestão turística: Zona de Lazer e respectiva lagoa. Dia 3 de Julho: Almoço – Restaurante “A Forja do Ferreiro”. Sugestão turística: Parque da Cidade. Jantar – Restaurante “A Muralha”. Sugestão turística: Conheça a Muralha de Castelo Branco. Dia 4 de Julho: Almoço – “Herdade do Regato” (Póvoa de Rio de Moinhos). Sugestão turística: Descubra a Barragem de Stª Águeda. Jantar – Restaurante “Domus”. Sugestão turística: Um passeio pelo Centro Cívico de Castelo Branco.

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=237&id=21905&idSeccao=2594&Action=noticia

A última forneira

Póvoa de Rio de Moinhos, ao contrário da maioria das aldeias da região, não tinha forno comunitário. No entanto, havia vários fornos a que as mulheres recorriam para cozer o pão e fazer os bolos por alturas das festas, o da Casa Fonseca, o da Sr.ª D. Isabel e o do Sr. Francisco Vaz. O último destes fornos a funcionar para o “povo” situava-se na Rua do Forno e era propriedade da família Fonseca. As pessoas que o usavam pagavam a poia, este pagamento era feito em bolos ou pão. A última forneira, Vitória dos Ramos tratava do forno. O marido e a filha, Olívia, iam à lenha para o forno, que era essencialmente giestas e codeços, que arrancavam nos terrenos dos patrões.

Quando alguém queria cozer pão, dirigia-se a casa da forneira para buscar a massa levedada, porque na época não havia fermento. Então era ela que guardava numa tigela alguma massa levedada que era entregue à cliente, que antes de cozer o pão deixava novamente a tigela, ou malga (como se diz na Póvoa), com massa levedada para ser utilizada pela cliente seguinte.

Como era o único forno ao serviço da comunidade, no final da década de 60 princípios de 70, por altura das festas era preciso agendar o dia em que se cozia com alguma antecedência. Apesar da ti Vitória não saber ler conseguia conciliar as coisas para que ninguém ficasse prejudicado e toda a gente pudesse cozer. Por isso o forno começava a arder de manhã bem cedo e terminava pela noite dentro, iluminado por uma candeia de petróleo. Como havia muita gente a cozer ao mesmo tempo, porque o forno era grande, ela mandava colocar um pedaço de giesta ou codeço nas latas de uma das clientes, para depois de cozidos diferenciarem os bolos, o mesmo acontecendo no pão.

O forno era composto por duas divisões, uma com entrada para a rua do Forno, e que dava directamente para o forno, espaço grande, com bancadas grandes em pedra, onde se colocavam as latas com os doces, os tabuleiros de pão e onde se amassava. A outra, separada desta por uns degraus era onde se armazenava a lenha que os carros de bois descarregavam na rua da Fonte. A lenha muitas vezes chegava quase ao tecto que era bem alto, revelando o trabalho difícil da Olívia.

Apesar da ti Vitória ser apenas forneira, ensinava muitas vezes a fazer os bolos, porque a massa estava muito branda e precisava de farinha ou porque eram precisos mais ovos. Falava alto e gesticulava muito! Trabalhou até ao final da sua vida no forno, apesar da doença que a atormentava.

No final do dia, a ti Vitória dirigia-se a casa da Senhora (patroa) para lhe entregar as poias. Dividiam os produtos entre as duas, duas partes para a “Senhora” e uma para ela. Como recebiam muitos pães e bolos vendiam-nos depois a quem não cozia.

Com a emigração e as mudanças sociais novos fornos foram construídos na Póvoa. Hoje já não há a profissão de forneira. No entanto, são muitas as pessoas que cozem o pão e os bolos, nos seus próprios fornos, por isso na semana da Páscoa são várias as ruas onde cheira a bolos, uma tradição que ainda se mantém, na nossa terra.

O forno foi demolido e no seu lugar construiu-se uma habitação. Para a memória fica apenas o nome da rua, “Rua do Forno” e a lembrança dos mais velhos da Vitória dos Cotovios, a última forneira da Póvoa.

Lucinda Martins

Fonte:http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=237&id=21987&idSeccao=2597&Action=noticia