domingo, 24 de agosto de 2008

Herdade do Regato

Um investimento de três milhões de euros na Póvoa de Rio de Moinhos

Herdade do Regato junta tradição e modernidade



Com capacidade para mil pessoas, a Herdade do Regato é o nome do novo Centro de Eventos e Banquetes. Póvoa de Rio de Moinhos acolhe este empreendimento de três milhões de euros, que conta também com restaurante e bar. Um sonho da Investel que agora se concretiza.





O velho lagar serviu de inspiração e a partir daí as ideias foram surgindo, para realizar o sonho de criar o Centro de Eventos e Banquetes, Herdade do Regato.



Propriedade da Investel, o centro nasce de uma quinta agrícola, com quase nove hectares, onde a base de tudo consistiu em aliar a tradição à modernidade e ao requinte. E o amplo salão assim o confirma, bem como o bar e o restaurante.



Póvoa de Rio de Moinhos é a freguesia do concelho de Castelo Branco que acolhe este empreendimento, situado mesmo no centro da localidade, mas que parece afastado de tudo. Preparada para fazer casamentos pelo civil, a Herdade do Regato tem amais ou menos mil metros a Capela de Nossa Senhora da Encarnação e a 800 metros a Igreja Matriz da aldeia, prontas para receber cerimónias religiosas.



Um investimento de três milhões de euros, sem qualquer tipo de apoio, é o sonho concretizado de dois irmãos que um dia decidiram partir para esta aventura, com a certeza de fazerem nascer um empreendimento diferente. E conseguiram. A quinta abandonada levou cerca de dois anos a recuperar e as obras das estruturas, aptas a receber as pessoas nas mais diferentes festas ou organizações que impliquem a presença de muita gente, demoraram cerca de um ano.



Hortense Martins, da Investel, garante que o espaço pode receber à volta de mil pessoas nos mais diversos acontecimentos. Casamentos, baptizados, reuniões, seminários, ou conferências… um sem fim de utilidades, num empreendimento que dá seguimento ao Best Western Hotel Rainha D. Amélia, propriedade da mesma empresa, que já existe há cerca de 16 anos.



O antigo lagar foi totalmente recuperado e funciona, também, como um pequeno museu. Ao lado o restaurante, que estará aberto permanentemente, assim como a esplanada logo à entrada.



E depois, o salão, que se divide em dois, quando for caso disso, e até o balcão que se separa, numa decoração sóbria, actual e esmerada, onde o preto predomina e o vermelho dá realce.



O preto da azeitona e os retoques do olival em fundo garantem uma “ode à produção do azeite e à memória das nossas gentes”, como destaca Hortense Martins.



E pelas paredes das estruturas, espalhadas lá estão as fotografias que recordam as diversas etapas da apanha da azeitona. Retratos de António Abrunhosa, dos anos 30, que colocam a história dentro da Herdade do Regato e mostram os tempos de antanho.



Regato, precisamente, porque ao longo de toda a propriedade corre um pequeno ribeiro, onde nunca falta a água. Garantia também dada pelos diversos poços espalhados pela quinta, de onde se destacam as duas noras, perfeitamente recuperadas, assim como mais ao fundo, a picota a apontar para o céu e pronta a ser utilizada.



O estacionamento não foi esquecido e está perfeitamente enquadrado entre o verde da relva e do prado. E com possibilidades de crescer, se for necessário.



Excelência e qualidade é o que promete a equipa da Herdade do Regato, onde a alimentação não vai esquecer a tradição. As provas de azeite, a ‘lagarada’ assim o prometem, entre muitos outros pratos com maior requinte, ou mais simples, com os petiscos a marcarem pontos.



E depois a envolvente, um ambiente calmo e relaxante, onde o som da água lembra frescura. E lá mais abaixo o prado, onde as ovelhas vão pastar.



Para todo este empreendimento, a Investel escolheu, também, gente da terra. O arquitecto foi Adelino Minhós e a decoração esteve a cargo da Detalhes & Design, tudo gente da terra.



Como os investidores que se abalançaram nesta obra porque acreditam na sua região e querem o melhor para ela. As provas estão bem à vista, na Herdade do Regato.



A ideia final é projectar o investimento a nível nacional.




Por:
Cristina Mota Saraiva

Fonte: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=140&id=8238&idSeccao=1341&Action=noticia





2 comentários:

Gui disse...

Cara amiga, o tena "Sete Saias" a que me referi era cantado por um grupo folclórico da Nazaré chamado "Sete Saias" se não estou em erro. Penso que houve uma antiga cançonetista portuguesa, ou mais do que uma que cantava também este tema muito popular na época. Talvez Gina Maria, Maria de Lurdes Rezende, talvez seja.

Gui disse...

Peço desculpa, mas o nome do rancho folclórico era o "TÁ MAR" da Nazaré e diz-se que o uso das sete saias na mulheres nazarenas foi introduzido na Nazaré por este grupo,o que eu duvido muito.